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Júlia KulexarPsicóloga · CRP 06/228607

Para pais e responsáveis

Se você chegou aqui por causa de um filho ou filha

Atendo adolescentes e sei que, antes de buscar terapia para um filho, é natural que os pais tenham muitas dúvidas. Aqui, reúno algumas das perguntas mais comuns, inclusive aquelas que nem sempre são fáceis de fazer.

Agendar uma conversa de 20 minutos

Como funciona a terapia para adolescentes

  1. O primeiro contato é com você

    Conversamos sobre o que motivou a busca, o que você tem observado e como funciona o processo. Nossa conversa terá duração de 20 minutos e poderá ser por vídeo ou telefone. Você escolhe a opção que se sentir mais confortável.

  2. O consentimento

    Para iniciar o acompanhamento de um adolescente, é necessário o consentimento por escrito de pelo menos um responsável legal. Na nossa primeira conversa, explicarei como funciona essa autorização e tirarei todas as suas dúvidas sobre o processo.

  3. A primeira sessão é com vocês, pais ou responsáveis

    Nossa primeira conversa terá 50 minutos e será dedicada à anamnese. Vou ouvir vocês para conhecer melhor a história, o desenvolvimento e o momento atual do adolescente, antes do primeiro encontro com ele ou ela.

    Essa conversa inicial me ajuda a compreender melhor o contexto e a chegar ao primeiro atendimento com mais informações, cuidado e acolhimento.

  4. O primeiro encontro com seu filho

    Depois da nossa conversa inicial, chega o momento de conhecer o adolescente. A partir daqui, ele ou ela passa a ser o protagonista do processo.

    As sessões têm 50 minutos, uma vez por semana, em dia e horário fixos, criando um espaço seguro de escuta e acolhimento, onde o adolescente possa falar sobre o que está vivendo, construir confiança e se expressar no seu próprio ritmo.

A pergunta que muitos pais têm

“Você vai me contar o que meu filho falar?”

É uma dúvida muito comum, e é importante que vocês saibam como funciona o sigilo antes de começarmos.

O sigilo também faz parte do cuidado

O que o adolescente compartilha durante as sessões é preservado em sigilo, porque ter um espaço de confiança é fundamental para que ele possa se expressar com liberdade.

Quando houver alguma situação que precise ser compartilhada com os responsáveis, conversarei, sempre que possível, primeiro com o adolescente, buscando explicar o que será compartilhado e por quê.

Em situações que envolvam risco à segurança ou à integridade do adolescente ou de outras pessoas, o sigilo poderá precisar ser rompido para garantir proteção e cuidado.

Quando o adolescente sabe que tem um espaço seguro para falar, sem medo de ser julgado ou de ter cada detalhe levado aos pais, fica mais fácil construir confiança. E é dessa confiança que nasce o processo terapêutico.

Outras dúvidas de quem é mãe/pai ou responsável

E se ele não quiser fazer terapia?

Isso pode acontecer, especialmente quando o adolescente ainda não entende por que a terapia pode ser importante ou não se sente pronto para esse passo.

Nesse caso, podemos começar conversando apenas com vocês, entender melhor o que está acontecendo e pensar juntos na melhor forma de apresentar essa possibilidade ao adolescente, respeitando o tempo e a individualidade dele.

O objetivo não é obrigá-lo a falar ou participar, mas criar condições para que, aos poucos, ele possa compreender o espaço terapêutico e construir confiança.

Eu vou participar das sessões?

A primeira conversa é com vocês, pais, para a realização da anamnese e para que eu possa conhecer melhor a história e o momento atual do adolescente.

Depois, as sessões são individuais com ele, preservando seu espaço de escuta e confiança. Ao longo do acompanhamento, podemos ter conversas com os responsáveis quando isso fizer sentido para o processo, sempre respeitando os limites do sigilo e, sempre que possível, conversando previamente com o adolescente.

Como eu sei se ele precisa de psicólogo?

Não existe uma lista única que determine quando um adolescente precisa de acompanhamento psicológico.

Alguns sinais que merecem atenção são mudanças persistentes no humor, sono, apetite, rendimento escolar, comportamento, relações sociais, isolamento ou perda de interesse por atividades que antes eram importantes para ele.

Mas você não precisa ter certeza de que existe um problema para procurar orientação.

Se alguma situação relacionada ao seu filho tem preocupado você, uma conversa inicial já pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e quais caminhos podem fazer sentido.

E se for algo mais sério?

Se durante o acompanhamento eu perceber sinais de que o adolescente precisa de uma atenção diferente ou de outro tipo de cuidado, isso será conversado com os responsáveis e, quando necessário, poderemos avaliar juntos os próximos passos e possíveis encaminhamentos. Se houver risco imediato, não espere por consulta: ligue 188 (CVV, 24 horas, gratuito), procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192. Meu atendimento é agendado e eu não fico disponível 24 horas.

Você não precisa chegar até mim sabendo exatamente o que está acontecendo. Podemos começar pela conversa.

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Ou ver as doze dúvidas gerais. Não achou sua dúvida? No Instagram (@psi.juliakulexar) tem mais conteúdo.

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